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Centro de Sorocaba ganha cores temáticas para celebrar a Copa do Mundo – Agência de Notícias

A Prefeitura de Sorocaba mantém em pleno andamento as ações, por meio de parcerias com a iniciativa privada, que garantem o clima de Copa do Mundo 2026, no Centro e vias públicas da cidade. Na noite desta segunda-feira (25), os serviços consistiram na instalação de novos guarda-chuvas verdes e amarelos e na pintura do piso do Bulevar Braguinha com as cores da Bandeira Nacional.

Além dos guarda-chuvas, a decoração especial inclui a confecção de grafites alusivos à Bandeira Nacional e à Seleção Brasileira, além da colorização do piso com desenhos em verde, amarelo e azul. Nos dias de jogos do Brasil, a Praça Coronel Fernando Prestes será um dos pontos em que empresas disponibilizarão telões, juntamente com o Paço Municipal, no Alto da Boa Vista, e o Parque Carlos Alberto de Souza, no Campolim.

A Avenida Dom Aguirre também vai ficando com a cara da Copa do Mundo, com pintura verde e amarela nas guias do meio-fio e no canteiro central. “Ver a cidade bonita e colorida para este evento é um estímulo para que as pessoas visitem a decoração, se sintam pertencentes a uma só comunidade, compartilhem nas redes sociais e torçam juntas pelo Brasil, além de ser um importante incentivo ao nosso comércio”, destaca o prefeito Rodrigo Manga.

Para o secretário do Turismo, Hudson Pessini, as parcerias com empresas para exibição das partidas do Brasil em telões no Centro, no Paço Municipal e no Campolim são uma grande oportunidade de integração, lazer e fortalecimento do turismo. “Os eventos de transmissão vão muito além da simples exibição dos jogos. Serão espaços de convivência, cultura, gastronomia e movimentação econômica, atraindo moradores e visitantes para vivenciarem essa experiência. É uma forma de valorizar nossos espaços públicos, incentivar o comércio local e mostrar todo o potencial turístico que Sorocaba tem a oferecer”, ressalta.

Fumacê percorre três bairros da Capital nesta terça-feira (27) – CGNotícias

O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, será reforçado nesta terça-feira (26), em três bairros de Campo Grande: Nova Lima, Centro-Oeste e Pioneiros.

As equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h, com o uso do serviço de borrifação ultra baixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê.

Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos.

Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno.

O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.

Confira o itinerário:

#ParaTodosVerem: A imagem em destaque mostra um carro da GCEV circulando. No interior da matéria há uma tabelam com nome dos bairros e itinerário por onde as equipes circularão hoje.

Drive-thru de vacinação da SES supera 10 mil doses aplicadas em Campo Grande – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Mobilização contra a Influenza encerrou neste domingo (24) após nove dias de atendimento em horários ampliados

 A estratégia de vacinação contra a Influenza promovida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em sistema drive-thru encerrou neste domingo (24) após aplicar 10.130 doses em nove dias de atendimento à população de Campo Grande. Realizada no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar, a mobilização ampliou o acesso à imunização em um período de aumento da circulação de vírus respiratórios em Mato Grosso do Sul.

Com funcionamento em horários estendidos durante a semana e atendimento integral aos finais de semana, a ação foi direcionada à população a partir de 6 meses de idade e atendeu tanto motoristas quanto pedestres. A proposta foi ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso ao imunizante, especialmente para quem enfrenta dificuldades para comparecer às unidades de saúde durante o horário comercial.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, destaca que a adesão da população demonstra a importância de estratégias que ampliem o acesso à vacina.

“A Influenza pode evoluir para casos graves, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades. O drive-thru amplia o acesso e permite que mais pessoas consigam se vacinar de forma rápida e segura. A grande procura registrada durante a mobilização reforça a conscientização da população sobre a importância da imunização”, afirma.

A estrutura contou com apoio logístico do Corpo de Bombeiros Militar e equipes de enfermagem responsáveis pela aplicação das doses e organização do fluxo de atendimento. Além da praticidade, a localização central e o funcionamento em horários ampliados contribuíram para agilizar o acesso da população à vacina e reduzir filas.

A SES reforça que a vacinação contra a Influenza segue disponível nos municípios para toda a população a partir dos 6 meses de idade. A orientação é que as secretarias municipais mantenham as ações de vacinação ativas nas unidades de saúde e intensifiquem estratégias extramuros para ampliar a cobertura vacinal.

A vacina contra a Influenza é considerada a principal forma de prevenção contra complicações causadas pela gripe, reduzindo o risco de casos graves, internações e óbitos, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: André Lima

Fundação Campeões do Amanhã terá dois atletas disputando o Mundial de Jiu-jitsu, nos EUA

A Fundação Campeões do Amanhã, da Prefeitura de João Pessoa, terá dois atletas participando do Campeonato Mundial de Jiu-jitsu, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Arthur Piloto e Rayra Mendes vão representar a instituição na competição, que começa nesta sexta-feira (29). Ambos têm 16 anos e disputarão a categoria juvenil II.

“É motivo de muito orgulho para a Fundação Campeões do Amanhã ter dois atletas representando João Pessoa e a Paraíba em uma competição tão importante como o Mundial de Jiu-jitsu. Isso mostra que o investimento no esporte de base está dando resultados e reforça nosso compromisso em apoiar jovens talentos para que possam competir em alto nível internacional”, destacou Kaio Márcio, presidente da Fundação Campeões do Amanhã.

A dupla embarca nesta terça-feira (26) do Aeroporto Castro Pinto, ao lado do técnico Valdenio Mendes e do pai de Arthur Piloto. O grupo fará uma conexão em São Paulo antes de seguir para o destino final: Los Angeles.

“É muito especial disputar esse Mundial com esses dois grandes atletas. Eles conquistaram tudo no kids e agora também vêm conquistando títulos no juvenil. Vamos representar João Pessoa, agora com o apoio da Fundação Campeões do Amanhã. O objetivo é fortalecer cada vez mais o jiu-jitsu paraibano”, comentou Valdenio Mendes.

Arthur Piloto vai em busca do quarto grande título da temporada 2026. Em janeiro, o lutador foi campeão europeu, em Portugal; em março, venceu o Pan-Americano, nos Estados Unidos; e, neste mês, conquistou o ouro no Campeonato Brasileiro, em São Paulo.

“Estou tentando trazer esse título para a Paraíba. Isso é muito difícil, mas vou lutar para conquistar esse objetivo. De todos os títulos que conquistei, por incrível que pareça, o Brasileiro foi o mais difícil. Os melhores atletas estão aqui. Mesmo quando lutamos fora do Brasil, geralmente encontramos brasileiros nas finais”, disse Arthur Piloto.

Já Rayra, que é oito vezes campeã brasileira, destacou a importância da preparação para chegar ao Mundial de Los Angeles. No ano passado, a atleta foi campeã da competição no absoluto, categoria que reúne competidores de todos os pesos no juvenil.

“Estou muito empolgada, porque é um campeonato que já conheço. É uma competição incrível e um sonho para todos os atletas. Estou muito feliz por poder disputar novamente. Treinamos muito e acredito que todo o meu histórico me faz chegar forte para essa competição. Fizemos uma preparação intensa, com musculação, treinos específicos de jiu-jitsu e fisioterapia para prevenir lesões, além da rotina de estudos. Ainda precisamos conciliar tudo isso”, finalizou Rayra Mendes.

Fundação Campeões do Amanhã – É uma iniciativa voltada para o desenvolvimento esportivo e social de crianças e adolescentes (geralmente entre 8 e 17 anos), oferecendo modalidades gratuitas como futebol, vôlei, basquete, jiu-jítsu, ginástica artística, triathlo, natação e tênis, atendendo mais de 2 mil alunos. “Estamos focados na iniciação esportiva e na busca por atletas que tragam bons resultados. Temos muito potencial na nossa terra”, finalizou Kaio Márcio.

Mulheres terão prioridade em assentos nos ônibus – CGNotícias

Campo Grande passou a contar com uma nova medida voltada ao conforto e à segurança das mulheres no transporte coletivo urbano. Publicada em edição extra do Diogrande n.º 8.332, desta segunda-feira (25), a Lei n.º 7.630 institui a reserva prioritária dos assentos localizados ao lado das janelas para utilização preferencial por mulheres nos ônibus da Capital.

A medida vale para todos os veículos que integram o sistema de transporte coletivo urbano do município. Conforme estabelece a legislação, a prioridade tem caráter preferencial e não exclusivo, permitindo que os assentos sejam utilizados por outros passageiros quando não houver mulheres no momento do embarque ou durante o trajeto.

A nova lei entrou em vigor na data da publicação e prevê regulamentação complementar pelo Poder Executivo Municipal, quando necessário.

A iniciativa busca proporcionar mais comodidade e reforçar a sensação de segurança para as passageiras que utilizam diariamente o transporte público em Campo Grande.

Agetran alerta para regras em pinturas de ruas durante a Copa – CGNotícias

Com a Copa chegando, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) faz um alerta para as tradicionais pinturas de ruas. De acordo com a agência, toda intervenção deve ser feita com segurança e sem prejudicar a sinalização de trânsito.

As pinturas decorativas não podem alterar, cobrir ou causar confusão com elementos oficiais de trânsito, como: faixas de pedestres, sinalizações de “PARE”, legendas de “Devagar Escola”, quebra-molas, travessias elevadas e demais símbolos viários.

O órgão lembra ainda que o Artigo 82 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe inscrições, símbolos ou qualquer elemento que comprometa a visualização e a compreensão da sinalização oficial.

O que pode

Pinturas decorativas temporárias em áreas que não interfiram na sinalização de trânsito;
Uso de tintas à base de água, com fácil remoção;
Giz líquido e tintas em spray removíveis;
Decoração comunitária organizada e segura;
Fechamento da via somente com autorização prévia da Agetran.

O que não pode

Pintar sobre faixas de pedestres, símbolos ou legendas de trânsito;
Alterar placas e sinalizações verticais e horizontais;
Utilizar tintas permanentes, epóxi ou termoplásticas;
Fazer interdição de ruas sem autorização do órgão responsável;
Criar elementos que possam confundir motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Tintas recomendadas

A Agetran recomenda o uso de tinta acrílica para piso à base de água, por possuir menor aderência permanente no asfalto e facilitar a limpeza posterior.

Outra opção indicada são os sprays e giz líquidos removíveis, ideais para ações temporárias durante a Copa, já que podem ser retirados com água e sabão.

Antes da pintura definitiva, o órgão orienta que seja realizado um teste em pequena área para verificar a facilidade de remoção do produto após o período festivo.

Como remover as pinturas depois da Copa

Após o encerramento das festividades, as pinturas devem ser removidas. A forma mais recomendada é o hidrojateamento de alta pressão, método que facilita a limpeza sem causar danos ao pavimento.

A Agetran reforça que qualquer intervenção em vias públicas deve ser feita com responsabilidade e, antes de iniciar a decoração, os moradores devem buscar orientação ou autorização junto ao órgão para evitar riscos e irregularidades.

Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais nesta terla-feira, 26 de maio

A previsão para esta terça-feira (26/5) é de eéu parcialmente nublado com pancada de chuva e trovoada isolada no Sul e Campo das Vertentes. No Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce, Zona da Mata e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, céu parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada. Demais regiões, céu parcialmente nublado.

 

As temperaturas devem variar entre a mínima de 11° e a máxima de 32° C

Clique aqui para conferir a previsão completa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

Turismo sustentável, inovação e natureza marcam o Inspira Ecoturismo 2026 em Bonito – Prefeitura Municipal de Bonito

Bonito recebeu, entre os dias 20 e 23 de maio, a quarta edição do Inspira Ecoturismo 2026, promovido pelo Sebrae/MS, por meio do Polo Sebrae de Ecoturismo. O evento consolidou o município como um dos principais centros de debate sobre turismo de natureza, sustentabilidade, inovação e desenvolvimento de destinos turísticos no Brasil.

Com o tema “Inspirar, agir e transformar”, o encontro reuniu empreendedores, gestores públicos, especialistas, pesquisadores e profissionais do turismo de diversas regiões do país em uma programação composta por palestras, painéis, rodadas de negócios, networking, experiências imersivas e visitas técnicas em atrativos turísticos da região da Serra da Bodoquena.

O evento também contou com a participação de visitantes internacionais e representantes de estados como Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Bahia e Rio de Janeiro, fortalecendo o intercâmbio de experiências e o debate sobre inovação, conservação ambiental e o futuro do ecoturismo no país.

Realizado no Wetiga Hotel, o Inspira Ecoturismo teve inscrições gratuitas e grande participação do público, reforçando a importância do turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Entre os destaques da programação estiveram nomes de referência nacional, como o jornalista Chico José, reconhecido pelas reportagens produzidas nos cinco continentes e pela abordagem humanizada de temas sociais e ambientais; o repórter e explorador Clayton Conservani; e o turismólogo Ricardo Shimosakai, uma das principais referências brasileiras em turismo acessível e inclusivo.

Além das palestras magnas, a programação abordou temas como sustentabilidade, segurança, políticas públicas, acessibilidade, inovação, descarbonização e desenvolvimento responsável dos destinos turísticos. O evento também promoveu mostras sustentáveis com empreendedores locais e espaços voltados à troca de experiências entre profissionais do setor.

Outro diferencial foi a conexão entre teoria e prática. Os participantes puderam conhecer alguns dos principais atrativos turísticos da região, participando de experiências como flutuações, trilhas, cachoeiras e visitas técnicas em empreendimentos reconhecidos nacionalmente pelo trabalho em conservação ambiental e turismo sustentável.

Durante os debates, especialistas destacaram a importância da preservação ambiental aliada ao desenvolvimento econômico e à valorização das comunidades locais, reforçando o posicionamento de Bonito como referência internacional em ecoturismo e sustentabilidade.

Promovido pelo Sebrae/MS, o Inspira Ecoturismo contou ainda com o apoio da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Prefeitura de Bonito, Conselho Municipal de Turismo, Abeta e Braztoa.

Mais do que um seminário, o Inspira Ecoturismo 2026 se consolidou como um espaço de conexão, troca de experiências e transformação, reunindo ideias e iniciativas que enxergam o turismo sustentável como caminho para gerar desenvolvimento, preservar o meio ambiente e valorizar os territórios.

A bola rolou no último sábado (23) para a primeira rodada da 30ª Copa Criançada de Futebol de Campo!

Os jogos da primeira rodada aconteceram no Campo do Chico Vaz e reuniram jovens atletas das categorias Sub-9 e Sub-15, marcando o início de mais uma edição da tradicional competição esportiva de Guaratinguetá.

 

 Os resultados da rodada e a classificação estão disponíveis na arte. Confira!

 

 E neste sábado (30), será a vez das categorias Sub-11 e Sub-13 entrarem em campo pela competição.

Metade dos estudantes não vê debate antirracista na escola, diz estudo

Por MRNews

O trabalho “A herança da cultura negra na formação do Brasil”, pedido em uma escola de Brasília a uma estudante de 15 anos, não deixa de ser uma raridade, diz a mãe da aluna, a advogada Karina Berardo, mãe de dois filhos negros.

“Houve uma ampliação do tema a partir do ensino médio. Isso é fato. Atualmente, creio que a pauta está mais em destaque e com um viés mais positivo”, afirma a mãe. Para ela, até o ensino fundamental, as discussões sobre raça estavam ligadas principalmente à escravidão.

“Eu acho que é a primeira vez que a proposta é com essa perspectiva da contribuição do negro, mas ainda acho um pouco caricato”, afirma. 

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A percepção da advogada de que a temática antirracista é tratada em sala de aula de forma rara vai ao encontro de estudo inédito, divulgado nesta terça-feira (26), sobre a observação dos estudantes a respeito do ensino de conteúdos de temática racial nas escolas. 

Os dados estão em levantamento inédito no Sistema de Avaliação da Educação Básica, a partir de uma parceria entre entidades como o Núcleo de Pesquisa Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e dos institutos Alana e Geledés. 

Uma das principais informações do estudo é que aproximadamente 50% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio no país declaram não reconhecer o debate sobre desigualdades raciais em sala de aula, mesmo com as leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem o ensino sobre história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.

O estudo “Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023” mostrou, segundo os pesquisadores, que a educação antirracista ainda não se consolidou como experiência reconhecida.

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Iniciativas 

Segundo a socióloga Flávia Rios, professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Cebrap, a legislação antirracista nas escolas tem saído do papel, só que de forma muito irregular e dependido de algumas iniciativas de secretarias educacionais ou do Ministério da Educação. 

Ela avalia que nos últimos 20 anos, desde que a legislação foi criada, existiram múltiplos projetos que foram desenvolvidos em torno da formação de gestor e dos docentes e também mudanças de elementos do currículo. 

Isso incluiu a temática étnico-racial para populações indígenas e negras, afrodescendentes. “A questão é que a gente não conseguiu universalizar a aplicação dessa legislação e também que essa lei tivesse consistência transdisciplinar”.

Uma percepção da pesquisa, segundo Flávia, é que ainda existe necessidade de ampliação da legislação para cobertura, consistência e persistência no sistema curricular. Para a pesquisadora, embora todas as escolas estejam sob uma mesma legislação educacional, as privadas têm sido menos cobradas para a sua aplicação

Isso ocasionaria mais situações de discriminação racial no sistema privado. “Essas legislações têm o objetivo de mudar mentalidades, de ensinar conteúdos, atitudes, comportamentos cidadãos, também em relação à nossa diversidade étnico-racial”. 

Combate além da escola

Segundo Flávia Rios, o país precisa de monitoramento da política pública educacional.

”A pesquisa indicou que o diálogo da escola com as famílias também é importante para combater o racismo. Ela defende que são necessários esforços conjuntos.

De acordo com o estudo, há um descompasso entre o que os docentes afirmam fazer em sala de aula e o que é reconhecido pela classe estudantil. Enquanto 81,6% dos professores do 9º ano do ensino fundamental e 71,6% do 3º ano do ensino médio dizem abordar desigualdades raciais “muitas vezes” ou “sempre”, menos da metade dos alunos (46,6% do fundamental e 46,8% do médio) reconhece que a maioria ou todos os seus professores tratam do tema. 

A pesquisadora Eliane Firmino, do Cebrap, aponta que esse descompasso, percebido pelos estudantes, traz a medida da efetividade prática. “A legislação existe, mas os dados sugerem que sua aplicação ocorre de forma heterogênea e ainda marcada por limitações da educação brasileira”.

Ela pondera, no entanto, que as escolas particulares não são obrigadas a participar do Saeb. Isso significa que os resultados representam apenas o conjunto das instituições privadas que aderiram à avaliação. “Assim, os dados não necessariamente refletem todo o universo dessas instituições”.

Percepções variam

A percepção sobre a abordagem das desigualdades raciais se altera conforme a rede escolar e também sobre o perfil de estudantes. A ideia de ausência do tema é mais elevada nas escolas privadas (60,8% de estudantes no ensino fundamental e 60,8% de estudantes no ensino médio) do que na rede pública (51,4 % de estudantes no ensino fundamental e 51,9% de estudantes no ensino médio);

Pessoas brancas na educação básica apresentam maior proporção de respostas indicando que o debate racial não é reconhecido (53,5 % no ensino fundamental e 55,4% no ensino médio), em comparação a pessoas pretas (50 % no ensino fundamental e 51,2 no ensino médio), pardas (50,5 % no ensino fundamental e 50,2% no ensino médio) e indígenas (49,5% no ensino fundamental e 46,8% no ensino médio).

“A educação antirracista não deve ser entendida apenas como uma política voltada para estudantes negros, mas como uma formação cidadã para todos os grupos sociais”, diz Eliane Firmino.

Fiscalização é necessária 

De acordo com a coordenadora do Programa de Educação e Pesquisa do Instituo Geledés, Suelaine Carneiro, é necessária, antes de mais nada, fiscalização. “A gente precisa que haja um monitoramento, ações coordenadas, material didático e formação de professores”, considera.

Ela alerta para a necessidade de engajamento de professores não negros com o tema.

“Quando a gente fala sobre educação das relações étnico-raciais, é para ensinar crianças negras, brancas, indígenas e amarelas sobre o respeito e também a compreensão das contribuições dos diferentes grupos raciais na construção da nação brasileira. 

A analista de relações governamentais do Instituto Alana, Beatriz Benedito, ressalta que os dados permitem afirmar que é preciso apoio para institucionalização das politicas de educação para relações étnico-raciais, de forma que crianças e adolescentes se reconheçam como sujeitos ativos no ensino da história e cultura negra e indígena. ”Por isso, é importante que governos se mobilizem”.

No estudo, os pesquisadores observaram que, além de monitoramento e avaliação permanente da implementação das leis, é necessário o fortalecimento da formação continuada de professores e equipes gestoras em educação. A pesquisa ainda recomenda ampliar a diversidade racial no corpo docente, promover o uso de materiais e recursos pedagógicos com intencionalidade e incentivar a criação de espaços de diálogo entre docentes e quem estuda o tema.

Longo prazo

O tratamento de temas de forma episódica, como em 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) foi percebido também na casa da família da servidora pública Juliana Couto, de 48 anos. Ela tem duas filhas (de sete e 15 anos de idade) e explica que as meninas já foram vítimas de preconceito. Juliana defende a presença de mais professores negros nas escolas.

“Acho que é uma busca em longo prazo. Talvez minhas bisnetas possam se beneficiar dessas pequenas sementes plantadas neste momento”, afirma. Formada em direito e pesquisadora da temática antirracista, Juliana entende que, mesmo assim, o cenário melhorou muito. “Posso falar pela minha experiência. Quando era criança e adolescente, vivi uma realidade racial totalmente diferente do que elas vivem. Nem sequer se falava sobre isso ou se discutia”, afirma.