Turismo de Mato Grosso do Sul concorre ao M&E Awards 2026 em três categorias – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

MS concorre nas categorias Sustentabilidade, Ecoturismo e Aventura

Mato Grosso do Sul está entre os destinos indicados ao M&E Awards – Destinos do Ano 2026, uma das premiações mais relevantes do turismo nacional promovida pelo Mercado & Eventos. O reconhecimento reforça o destaque do estado no cenário turístico brasileiro e evidencia o trabalho contínuo de promoção, estruturação e valorização dos destinos sul-mato-grossenses.

MS concorre em três categorias: Sustentabilidade, Ecoturismo e Aventura, segmentos que refletem a vocação natural do estado e a força de destinos consolidados que atraem visitantes em busca de experiências autênticas em meio à natureza.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS “essa indicação representa o reconhecimento do trabalho de Mato Grosso do Sul de posicionar seus destinos e, claro, dos próprios destinos, empresas e atrativos. É todo um trabalho fantástico que tem sido feito nas últimas décadas e que reforça a liderança de Mato Grosso do Sul no posicionamento do mercado de natureza, com foco total na sustentabilidade. Vamos torcer para que a gente consiga ganhar alguns desses prêmios. Esperamos que todos os sul-mato-grossenses e aqueles que acreditam num turismo melhor, num turismo mais responsável se engajem na votação por Mato Grosso do Sul.”

A votação está aberta ao público e segue até o dia 27 de março. O resultado geral será divulgado em 30 de março. Profissionais do setor, parceiros e admiradores do turismo brasileiro podem participar escolhendo seus destinos preferidos por meio do link: www.mercadoeeventos.com.br/votacao-me-awards-2026

O prêmio

Promovido pelo Mercado & Eventos, o M&E Awards – Destinos do Ano 2026 foi criado para reconhecer os estados brasileiros que mais se destacaram ao longo de 2025 em áreas como promoção turística, inovação, sustentabilidade e geração de resultados concretos para o setor.

Ao todo, são 12 categorias e 18 destinos indicados. A seleção foi realizada por meio de uma curadoria composta pela direção e repórteres do veículo, além de especialistas do trade turístico. Entre os critérios avaliados estão dados oficiais, desempenho em ações promocionais, desenvolvimento de produtos e contribuição efetiva para o fortalecimento do turismo nacional.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 14 de abril, durante a WTM Latin America 2026, no estande do Mercado & Eventos, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Para Roy Taylor, presidente do Mercado & Eventos, a premiação surge com o propósito de valorizar o trabalho realizado pelos destinos brasileiros. Segundo ele, a iniciativa reconhece quem contribui para o desenvolvimento do turismo no país e também inspira novos destinos a investir em inovação, qualificação e promoção estratégica.

Cada categoria reúne três estados brasileiros que apresentaram desempenho consistente ao longo do último ano, com investimentos em estrutura, posicionamento de marca, promoção turística e relacionamento com o mercado.

A indicação de Mato Grosso do Sul reforça o protagonismo do estado em segmentos ligados à natureza e ao turismo sustentável. O apoio do público e dos profissionais do setor é fundamental para ampliar ainda mais a visibilidade do destino no cenário nacional.

Débora Bordin, Comunicação Fundtur MS
Foto: @vistimsoficial

Manutenção Emergencial na Rua Coronel Tamarindo (09/03) – Prefeitura Estância Turística Guaratinguetá

A SAEG informa que, devido ao rompimento de uma adutora na Rua Coronel Tamarindo (Bairro da Pedreira) ocorrido nesta segunda-feira (09), o abastecimento de água está temporariamente interrompido nas seguintes localidades:

Rua Coronel Tamarindo (extensão total);

Bairro Pedreira (maior parte da região);

Estrada Guaratinguetá–Cunha (trecho final).

Nossas equipes já estão no local trabalhando no reparo. A previsão é que o fornecimento seja normalizado gradativamente assim que os serviços forem concluídos.

Pedimos a compreensão de todos e reforçamos a importância do uso consciente das caixas d’água durante este período.

Dúvidas? Ligue 156 ou acesse o app 156 SAEG.

Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito

Por MRNews

Aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre usuários que circulam por ela. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e serviram de base para a nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária.

O documento surge em meio à recente vigência da medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de fazer exames de aptidão física e mental.

Em nota, a Abramet avalia que a diretriz consolida dados científicos que reforçam que decisões administrativas no trânsito precisam considerar os limites biomecânicos do corpo humano e o impacto direto da velocidade na gravidade dos sinistros.

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“A diretriz parte de um princípio central: o corpo humano possui limites biomecânicos inegociáveis e eles devem ser o ponto de partida das políticas públicas de trânsito”, destacou o comunicado.

Em suma, o documento demonstra que a energia liberada em um sinistro cresce exponencialmente com a velocidade e rapidamente ultrapassa a capacidade fisiológica de absorção do impacto, sobretudo entre usuários vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

 “A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando esses limites são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais”, avaliou o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.

Dados

O documento mostra que pequenas reduções de velocidade geram quedas expressivas no risco de morte, enquanto acréscimos aparentemente modestos elevam de forma desproporcional a gravidade dos sinistros.

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A diretriz também chama atenção para o impacto crescente da expansão da frota de SUVs e de veículos com frente elevada, associados a maior risco de lesões fatais em pedestres e ciclistas, mesmo em velocidades moderadas.

A norma evidencia ainda que, em colisões com usuários fora do veículo, a velocidade responde por cerca de 90% da energia transferida ao corpo da vítima.

A diretiva cita que dados recentes do DataSUS mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, “cenário agravado pela combinação entre alta velocidade, infraestrutura inadequada e baixa proteção física”.

Renovação da CNH

A diretriz aborda ainda implicações para a atuação de médicos do tráfego, tema avaliado pela Abramet como “especialmente sensível” diante do cenário de renovação automática da CNH.

“O documento reforça que condições clínicas como envelhecimento, doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, osteoporose e sequelas de traumatismos reduzem significativamente a tolerância humana a impactos e à desaceleração, exigindo avaliação periódica e individualizada pelo médico do tráfego.”

A diretriz demostra, portanto, que a aptidão para dirigir não é um estado permanente, mas varia conforme a condição de saúde, a idade e o contexto de exposição ao risco.

Recomendações

A norma também apresenta recomendações para gestores públicos, instituições de ensino e sociedade, defendendo a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, além de políticas permanentes de gestão da velocidade e campanhas educativas.

“Ao reunir dados epidemiológicos, biomecânicos e clínicos, a Abramet reforça que decisões sobre trânsito não podem se apoiar apenas na fluidez ou na conveniência administrativa”, destacou a Abramet.

Entenda

O programa de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), regulamentado pela Medida Provisória 1327/2025, beneficiou 323.459 condutores na primeira semana de validade.

A medida inclui motoristas que estão no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e economizou R$ 226 milhões, que seriam pagos em taxas, exames e custos administrativos.

A maior parte dos beneficiados são motoristas com a CNH de categoria B, exclusiva para carros, com 52% de renovações automáticas.

Condutores com a licença AB, que permite dirigir carros e motocicletas, foram 45% dos beneficiados e aqueles que dirigem somente motocicletas (categoria A) somaram 3% das renovações automáticas.

Os demais são condutores profissionais (categorias C e D).

Para fazer parte do RNPC, o condutor não pode ter tido registro de infrações de trânsito nos últimos 12 meses e deve realizar o cadastro no aplicativo por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Exceções

Alguns grupos de motoristas não terão direito ao processo automático e devem continuar procurando os Detrans estaduais. É o caso de motoristas com 70 anos ou mais, que precisam renovar o documento a cada três anos.

Também é o caso daqueles que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias.

Para os motoristas com mais de 50 anos, que precisam renovar a CNH a cada cinco anos, o processo automático será permitido uma única vez.

Mato Grosso do Sul soma mais de 52 mil atendimentos em práticas integrativas no SUS entre 2024 e 2025

Em dois anos, MS ultrapassa 50 mil atendimentos em Práticas Integrativas e Complementares na rede pública

Mato Grosso do Sul registrou mais de 52 mil atendimentos em PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde) no SUS (Sistema Único de Saúde) entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. Entre os serviços ofertados na rede pública estão práticas como acupuntura, auriculoterapia, aromaterapia e outras terapias integrativas. Os dados são da SAPS/MS (Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde), extraídos do SISAB (Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica).

No período analisado, foram contabilizados 20.831 procedimentos entre janeiro e novembro de 2024 e 31.874 atendimentos no mesmo intervalo de 2025, totalizando 52.705 registros no sistema nacional de monitoramento da Atenção Primária.

Com o avanço na oferta e no registro desses atendimentos, o Estado de Mato Grosso do Sul ocupa atualmente o 3º lugar no ranking nacional da taxa de atendimentos cadastrados na APS (Atenção Primária à Saúde).

 Crescimento dos atendimentos

Entre as práticas mais registradas no Estado, a auriculoterapia lidera o volume de atendimentos. Em 2024, foram contabilizados 14.165 procedimentos, seguida pela acupuntura com inserção (2.810), aromaterapia (1.134), acupuntura com ventosa ou moxa (571) e eletroestimulação (387).

Também foram registrados atendimentos em cromoterapia (296), geoterapia (157), musicoterapia (148), antroposofia aplicada (92), massoterapia (62), constelação familiar (58) e osteopatia (49).

Em 2025, os registros mantiveram tendência de crescimento, com destaque para auriculoterapia (21.742), acupuntura com inserção (4.285), aromaterapia (2.517), MTC – medicina tradicional chinesa (1.051), acupuntura com ventosa ou moxa (627) e yoga (40).

Municípios ampliam oferta

Entre os municípios com maior volume de atendimentos em 2024 estão Campo Grande, Aquidauana, Jateí, Dourados e Corumbá. Já em 2025, além da capital, cidades como Terenos, Rio Brilhante e Três Lagoas ampliaram significativamente a oferta dessas práticas na Atenção Primária.

Somente em Campo Grande foram registrados 7.412 atendimentos em auriculoterapia em 2024. Em 2025, o município contabilizou 10.703 procedimentos na mesma prática, além de 1.372 atendimentos em acupuntura com inserção.

Formação voltada à Atenção Primária

Em Mato Grosso do Sul, as capacitações promovidas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) são direcionadas exclusivamente a médicos da Atenção Primária, especialmente aqueles vinculados às Unidades de Saúde da Família. A proposta é incorporar a acupuntura como ferramenta de cuidado integral, humanizado e complementar ao tratamento convencional.

A formação é realizada em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e inclui etapas presenciais e remotas, fortalecendo a qualificação técnica dos profissionais da rede pública.

A responsável pela área técnica das PICS na SES, Patrícia Mecatti, explica que a ampliação da oferta integra uma política estruturada de saúde pública. “O investimento nas Práticas Integrativas tem como foco a redução da dor crônica, a melhoria da qualidade de vida e a desmedicalização dos usuários do SUS. Em Mato Grosso do Sul, trabalhamos para que, até 2027, pelo menos 70% dos municípios ofertem ao menos uma prática integrativa à população”, destaca.

Regulamentação fortalece expansão da prática

A expansão da acupuntura no país ocorre em paralelo à regulamentação nacional da atividade. Em 13 de janeiro de 2026, foi publicada a Lei nº 15.345/2026, que regulamenta o exercício profissional da acupuntura no Brasil, estabelecendo critérios de formação, reconhecimento profissional e exigência de qualificação específica para atuação.

Com a nova legislação federal, a prática passa a contar com regras claras para o exercício profissional, garantindo segurança aos pacientes e respaldo técnico aos profissionais habilitados. A norma reconhece a atuação multiprofissional, exige formação específica ou especialização reconhecida e prevê critérios para validação de diplomas estrangeiros.

A regulamentação também contribui para ampliar o acesso à prática no SUS, fortalecendo a PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares), vigente desde 2006.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES

Agepen e Agesul alinham estratégias para impulsionar obras e ampliar vagas no sistema prisional de MS

A ampliação de vagas e o avanço de obras estruturantes no sistema prisional de Mato Grosso do Sul foram discutidos em reunião técnica realizada entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) na semana passada. O encontro teve como objetivo alinhar estratégias para dar maior celeridade aos projetos e aprimorar a execução dos investimentos destinados ao fortalecimento da infraestrutura penitenciária em diferentes regiões do Estado.

Participaram da reunião o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini; o gerente de Projetos e Orçamentos Civis da Agesul, Adanilto Faustino de Souza Junior; a arquiteta Talita dos Santos Rosso; além de representantes da Agepen, entre eles o chefe da Divisão de Compras e Suprimentos, Elvis Viração; o chefe do Núcleo de Planejamento, Projetos e Convênios, Rafael Eller; e o gerente de Licenciamento Ambiental e Normatização, Phillippe Oliveira de Gois.

Durante o encontro, o diretor de Empreendimentos Civis da Agesul ressaltou que as obras destinadas ao sistema prisional estão entre as prioridades do governo estadual. Ele também destacou o trabalho desenvolvido pela Agepen na condução dos contratos e no acompanhamento técnico das intervenções, reconhecendo o empenho da instituição para garantir que os investimentos sejam executados dentro dos prazos e dos padrões estabelecidos.

Os dados apresentados indicam um volume significativo de recursos destinados à modernização e à ampliação do sistema penitenciário sul-mato-grossense. Esses investimentos são oriundos de projetos encaminhados à União e viabilizados com recursos federais do Ministério da Justiça, por meio da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais).

Somente nas obras já licitadas, mais de R$ 66 milhões serão destinados à construção de três novos presídios masculinos de regime fechado no Complexo Prisional da Gameleira, em Campo Grande.

Além dessas intervenções já contratadas, cerca de R$ 41 milhões ainda deverão ser licitados ainda este ano, ampliando o conjunto de investimentos previstos. Entre os projetos está a ampliação de 136 vagas no PTRAN (Presídio de Trânsito) de Campo Grande), obra que exigiu previamente a regularização da área onde a unidade foi construída, além da construção de uma nova Unidade Prisional de Baixa Complexidade no município de Ponta Porã.

Entre as prioridades também está o cronograma de intervenções na infraestrutura da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), que inclui a reforma geral do Raio 2. Nesse contexto, um dos pontos discutidos na reunião foi a necessidade de priorizar a adequação do acesso ao presídio, em conformidade com os protocolos de prevenção e combate a incêndios.

Também está prevista, para o próximo mês, a licitação das reformas elétricas do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e do EPJFC (Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho), ambos localizados na capital. Além disso, durante a reunião foi discutida a regularização do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico do EPFIIZ (Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi).

De acordo com os gestores, o alinhamento técnico entre Agepen e Agesul é fundamental para garantir maior agilidade na aplicação dos recursos e na execução das obras, permitindo que os projetos avancem de forma coordenada e eficiente.

Para a direção da Agepen, o conjunto de intervenções representa um avanço significativo na modernização do sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, contribuindo diretamente para a ampliação de vagas, o fortalecimento da segurança e a melhoria das condições de trabalho dos policiais penais.

Comunicação Agepen
Fotos: Arquivo/Agepen

MS recebe ex-ministra e executiva da Magalu em painel sobre protagonismo feminino – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania de Mato Grosso do Sul, promove nesta segunda-feira (9) o painel “Elas, Protagonistas”, que reúne duas referências nacionais no debate sobre liderança feminina, empreendedorismo e políticas públicas para mulheres: a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza, e a ex-ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves.

O encontro acontece às 14 horas no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, e integra a programação especial do Mês da Mulher, dentro da campanha “Todas Diferentes, Todas Importantes”, promovida pela Secretaria de Estado da Cidadania.

Mediado pela secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, o painel “Mulheres que Movem a Economia e Transformam Territórios: Autonomia, Empreendedorismo e Fortalecimento do PROTEGE” é o momento central da programação e será aberto ao público em geral, especialmente mulheres empreendedoras, gestoras públicas, lideranças e representantes da sociedade civil. A proposta é criar um espaço de escuta, troca de experiências e conexões que fortaleçam caminhos para ampliar a autonomia econômica e a participação feminina nos territórios.

Para Viviane Luiza, a presença das duas lideranças nacionais em Mato Grosso do Sul reforça o simbolismo do mês de março como um período de reconhecimento e mobilização em torno das conquistas e dos desafios das mulheres.

“Trazer a Luiza Helena Trajano e a Aparecida Gonçalves para Mato Grosso do Sul durante o Mês da Mulher é uma forma de celebrar trajetórias que inspiram e, ao mesmo tempo, fortalecer o debate sobre autonomia e oportunidades. São mulheres que abriram caminhos em suas áreas e mostram, na prática, que quando ampliamos o acesso a direitos, formação e empreendedorismo, ampliamos também a participação feminina na economia e na tomada de decisões”, destaca a secretária.

Viviane ressalta ainda que iniciativas como o painel contribuem para conectar experiências e estimular novas lideranças. “Mais do que uma conversa, o encontro é um convite para que cada mulher se reconheça como protagonista da própria história e também da transformação dos seus territórios”, completa.

Economia criativa e empreendedorismo feminino

Paralelamente ao painel, o público poderá conhecer iniciativas lideradas por mulheres sul-mato-grossenses no Mercado Criativo Elas Protagonistas, espaço de exposição e comercialização de produtos autorais da economia criativa local.

A ação é realizada em parceria com a Superintendência de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura de Mato Grosso do Sul (Setesc) e busca ampliar oportunidades para empreendedoras que atuam em áreas como artesanato, moda, gastronomia, design, literatura e produção cultural.

Para a superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, o fortalecimento desse setor também representa uma estratégia de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial.

“A economia criativa é um modelo de negócio que transforma criatividade, cultura e conhecimento em valor real. Além de valorizar a cultura e fortalecer a identidade de um povo, também gera empregos e renda, promove a inovação e o empreendedorismo, fomenta o comércio local e impulsiona o turismo. É um mercado que se expande rapidamente e está presente em áreas como artesanato, moda, teatro, design, dança, games, música, tecnologia, literatura, audiovisual, arquitetura, turismo, festas populares e gastronomia”, detalha.

Segundo a superintendente, o empreendedorismo criativo também pode representar um caminho de independência para mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Muitas vezes as mulheres se sentem presas em relacionamentos abusivos devido à falta de recursos financeiros e à dependência econômica e afetiva. É nesse contexto que o empreendedorismo criativo pode se tornar uma porta de saída do ciclo de violências. Empreender com criatividade não apenas gera renda, mas também devolve dignidade e confiança para que a mulher assuma o controle da própria vida”, completa.

O evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas, especialmente voltadas a mulheres empreendedoras, gestoras públicas, lideranças e representantes da sociedade civil interessadas em fortalecer redes, trocar experiências e ampliar a participação feminina nos territórios.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.responde.ms.gov.br/pesquisa/445.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC/Arquivo

Secretaria de Meio Ambiente inicia plantio de três mil mudas em parceria com o TJPB

A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa (Semam) dará início, no próximo dia 12 de março, ao plantio de três mil mudas de espécies nativas na Capital. A iniciativa é realizada em parceria com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e contará com a participação do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), reforçando a cooperação entre instituições públicas na execução de políticas ambientais estruturadas.

A programação começa às 9h, com o plantio simbólico de 12 mudas no trecho da ligação Altiplano – UFPB/Hospital Universitário, marcando oficialmente o início do cronograma de atividades previsto para 2026.

A ação integra o Programa João Pessoa + Verde e está alinhada às estratégias de mitigação e compensação ambiental desenvolvidas pela Semam. De acordo com o coordenador do programa, Sérgio Chaves, intervenções urbanas articuladas por meio de parcerias estratégicas assumem papel fundamental nas políticas ambientais do Município.

“As intervenções urbanas, quando articuladas por meio de parcerias estratégicas junto ao Programa João Pessoa + Verde, da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa, assumem papel fundamental nas políticas de mitigação e compensação ambiental no município. Mais do que ações pontuais de plantio, essas iniciativas representam uma estratégia estruturada de enfrentamento aos impactos provocados pelo crescimento urbano e pelas transformações no uso do solo”, afirmou.

Ele destacou que, em um cenário de expansão imobiliária, aumento da impermeabilização do solo e elevação das temperaturas médias, a implementação de áreas verdes, corredores ecológicos, recuperação de espaços degradados e ampliação da arborização urbana contribui para a redução das ilhas de calor, melhoria da qualidade do ar, aumento da infiltração das águas pluviais e sequestro de carbono. “Essas medidas atuam de forma preventiva e corretiva, fortalecendo a resiliência climática da cidade”, completou.

A parceria foi formalizada por meio de Termo de Cooperação Interinstitucional voltado à descarbonização. A Semam é responsável pela doação das 3 mil mudas e pela disponibilização de equipe técnica especializada para orientação, plantio e acompanhamento das áreas destinadas à recomposição ambiental. Os plantios ocorrerão ao longo de 2026.

Pelo TJPB, a ação integra o Plano de Descarbonização e o Plano de Logística Sustentável do Tribunal. A juíza Lua Yamaoka Mariz Maia, coordenadora da Unidade de Sustentabilidade, destacou a relevância da cooperação institucional.

“O Termo de Cooperação firmado entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) e o Tribunal de Justiça da Paraíba representa um marco importante na consolidação de uma gestão pública integrada, sustentável e comprometida com o interesse coletivo. Parcerias como esta evidenciam que os desafios ambientais exigem atuação colaborativa. Nenhuma instituição, isoladamente, consegue enfrentar questões complexas como mudanças climáticas, gestão de resíduos ou preservação ambiental. A cooperação interinstitucional fortalece a governança, amplia o alcance das ações e potencializa o impacto social positivo”, afirmou.

Segundo ela, o acordo vai além da formalidade administrativa e representa compromisso e corresponsabilidade na construção de um futuro mais sustentável para João Pessoa e para a Paraíba.

Viviane dos Santos Sousa, integrante da Unidade de Sustentabilidade do TJPB, explicou que o plantio decorre do Termo de Cooperação assinado com a Semam.

Ações de compensação – O TRT-13 também participará da ação como parte de seu plano de compensação de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com o secretário de Governança e Gestão Estratégica do órgão, Max Frederico Feitosa Guedes Pereira, o plantio integra o convênio firmado com a Semam para compensação das emissões institucionais.

“Esse é um evento da Secretaria do Meio Ambiente, que convidou o TRT-13 e o Tribunal de Justiça para um plantio de árvores no dia 12 de março. O propósito desse plantio é a compensação das emissões de gás de efeito estufa dos tribunais e da Prefeitura. O TRT-13 tem convênio com a Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa para o plantio de mudas. Em 2024, plantamos mil mudas; em 2025, plantamos 4 mil mudas; e a meta para 2026 é plantar 4 mil mudas. Essas mudas entram no inventário de emissão de gases de efeito estufa do TRT como ação de compensação”, explicou Max Frederico Feitosa Guedes Pereira.

Ele acrescentou que, desde 2022, o Tribunal realiza inventário de emissões e desenvolve outras ações complementares, como compra de crédito de carbono e aquisição de certificados de energia renovável, compondo o plano de descarbonização institucional.

Acompanhamento técnico – Segundo a gestão do Programa João Pessoa + Verde, a manutenção das mudas plantadas seguirá protocolo técnico da Semam. A irrigação será realizada com carros-pipa, três vezes por semana, especialmente no período inicial de estabelecimento das espécies.

Também estão previstas visitas técnicas periódicas para monitoramento fitossanitário, avaliação do desenvolvimento vegetativo e identificação de eventuais necessidades de manejo, como replantio, adubação complementar ou controle de pragas, com o objetivo de assegurar a taxa de sobrevivência e o pleno desenvolvimento das árvores.

Para preservar o Pantanal, PSA Brigadas destinou mais de R$ 6,1 milhões para diferentes projetos sustentáveis

Para preservação do Pantanal sul-mato-grossense, a maior planície alagável do mundo, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões como parte do programa PSA Bioma Pantanal. A iniciativa pioneira no Brasil, incentiva a conservação da vegetação nativa, a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais.

O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal, como parte do programa PSA Brigadas.

O IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) foi uma das Ongs beneficiadas e recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos que envolvem resgate técnico animal, comunicação integrada, manutenção e ampliação do Sistema Pantera na região da Serra do Amolar, além de fortalecer a brigada Alto Pantanal, que atua na prevenção dos incêndios florestais.

“A iniciativa do governo tem um grande mérito por criar um programa de pagamento de serviços ambientais voltados à proteção do bioma. O programa atende iniciativas como a nossa e de proprietários de fazendas, que tem boas práticas. No nosso caso, conseguimos recursos para fortalecer a nossa brigada, que atua na região da Serra do Amolar”, disse o diretor-presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Entre os projetos beneficiados está o da brigada do Instituto do Homem Pantaneiro, que atua na região da Serra do Amolar (Fotos: IHP)

O programa abrange toda a porção sul-mato-grossense do Bioma Pantanal, estruturado nos subprogramas PSA Conservação e valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) e PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).

“O PSA Bioma Pantanal tem um programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, que o ‘Brigadas’, para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. A princípio, todos os contratos do PSA Brigadas e PSA Conservação finalizam em dezembro de 2026. A previsão é que em 2027 sejam lançados novos editais”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.

O PSA Brigadas tem como objetivo apoiar financeiramente projetos destinado a comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, brigadas voluntárias, comunitárias ou particulares, e propriedades rurais com ações para prevenção, combate inicial e resgate de fauna.

O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil – e 13 já contemplados –, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.

Os projetos estão distribuídos nas regiões da Nhecolândia, Nabileque, Serra do Amolar, Porto Esperança, Porto Rolon, Curva do Leque e Salobra, abrangendo ações em terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais. O termo de fomento foi formalizado também pela SOS Pantanal, FUNAR, UCDB, Instituto Tamanduá, ICAs e Associação Onçafari.

“É uma iniciativa de vanguarda, através do Fundo Clima do Pantanal, e que a gente está compromissado em transformar essa oportunidade em algo que efetivamente contribua de maneira expressiva para a proteção do bioma, especialmente na região da Serra do Amolar, e que contempla inúmeras comunidades”, disse Rabelo.

Em dezembro de 2025, o Governo de MS consolidou a preservação de 126 mil hectares no Pantanal. A iniciativa, executada com recursos do Fundo Clima Pantanal, valoriza financeiramente produtores rurais que mantêm excedentes de vegetação nativa preservados, além das áreas obrigatórias por lei.

Na primeira chamada, foram recebidas 71 inscrições de imóveis rurais localizados no Pantanal. Após análise, 45 propriedades foram classificadas com base no Índice de Serviços Ambientais (ISA), instrumento que considera critérios como conservação da vegetação, conectividade de habitats e relevância ambiental das áreas.

A segunda chamada do subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) foi publicada esta semana, para seleção de projetos que contribuam para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do Pantanal sul-mato-grossense.

A inscrição para participação na segunda chamada do “PSA Conservação” deve ser feita por meio de preenchimento de formulário disponibilizado aqui, até o dia 6 de abril de 2026. As propostas serão avaliadas com base em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o Pantanal, viabilidade técnica e alinhamento com as políticas públicas estaduais.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Interna: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

cerca de 20% das aves registradas em Campo Grande são migratórias – CGNotícias

Às vésperas da COP15, conferência internacional voltada à conservação das espécies migratórias que será realizada em Campo Grande, especialistas destacam a importância da cidade para a biodiversidade. Levantamentos apontam que a capital sul-mato-grossense abriga cerca de 400 espécies de aves nas áreas urbana e periurbana, sendo aproximadamente 20% delas migratórias.

Atualmente, a Capital Morena é reconhecida internacionalmente pela presença de áreas verdes, parques ecológicos, cursos d’água e vegetação que atravessa bairros inteiros. Essa combinação faz da cidade um verdadeiro refúgio para a fauna, especialmente para as aves, inclusive espécies migratórias que cruzam continentes e encontram aqui locais de descanso, alimentação e até reprodução.

Foto: Imagem de Campo Grande. Imagem: Roberto Ajala.

A pesquisadora e educadora ambiental Maristela Benites, do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, explica que a diversidade de aves na cidade é impressionante. “Campo Grande tem aproximadamente 400 espécies de aves somente na área urbana e periurbana e podemos afirmar que cerca de 20% delas são migratórias”.

Para a educadora, a migração é um fenômeno natural que ocorre em várias partes do planeta. “A migração é um fenômeno natural e biológico que dirige o movimento populacional, periódico e cíclico de várias espécies animais ao redor mundo. Esse movimento ocorre entre áreas geograficamente separadas, isto é, entre uma área reprodutiva e uma área não reprodutiva, envolvendo a maioria ou a totalidade de uma população (número de indivíduos de uma espécie), e que resulta em uma ausência temporária e previsível no local de origem”.

Conforme a pesquisadora, diferentes espécies de aves migratórias passam por Campo Grande ao longo do ano, seguindo ciclos naturais de deslocamento em busca de alimento, clima favorável ou locais de reprodução. Por isso, é possível observar aves migratórias na cidade em praticamente todos os meses, embora algumas espécies apareçam com mais frequência em períodos específicos.

Foto: Águia-pescadora vista em Campo Grande. Imagem: Simone Mamede/Reprodução.

As aves conhecidas como migrantes neárticas, que vêm da América do Norte para fugir do inverno rigoroso do hemisfério norte, costumam ser vistas com mais intensidade em Campo Grande entre os meses de agosto e abril.

Entre elas estão espécies como maçaricos, o sovi-do-norte, a águia-pescadora e o falcão-peregrino, considerado o animal mais rápido do planeta, capaz de atingir cerca de 300 km/h.

Foto: Falcão-peregrino, ave mais rápida do planeta. Imagem: Suzana Arakaki/Reprodução.

Há também as chamadas migrantes austrais, que realizam deslocamentos dentro da própria América do Sul em busca de temperaturas mais amenas. Essas espécies costumam aparecer na região entre abril e novembro, como é o caso do príncipe e da calhandra-de-três-rabos.

Foto: O príncipe, ave migratória avistada em Campo Grande. Imagem: Simone Mamede/Reprodução.

Outro grupo importante é formado por aves que se reproduzem em Campo Grande e em outras regiões do sul e sudeste do Brasil e depois seguem em direção ao norte do continente, muitas vezes até a região amazônica. Entre elas estão espécies como a tesourinha, o bem-te-vi-rajado e o suiriri, que costumam ser observadas na cidade entre o final de julho e março ou abril.

Foto: Suiriri-de-garganta-branca avistada em Campo Grande. Foto: Simone Mamede/Reprodução.

Sobre os ciclos naturais

Segundo Maristela, esses deslocamentos seguem ciclos naturais e se repetem todos os anos, já que muitas aves guardam memória dos locais onde encontram alimento, abrigo e condições adequadas para descansar durante suas longas jornadas. Por isso, a preservação de áreas verdes, árvores e fontes de água é essencial para garantir que essas espécies continuem encontrando em Campo Grande um ponto seguro em suas rotas migratórias.

Observar essas rotas ajuda a compreender uma lição importante sobre a natureza. “Compreender o movimento das espécies migratórias é um bom exercício para entender que para a natureza não há fronteiras políticas, mas as limitações se dão no campo das condições e recursos para a sobrevivência e qualidade de vida”, destaca Maristela.

Foto: Gavião sovi ave migratória avistada em Campo Grande. Imagem: Simone Mamede/Reprodução.

Conforme a gerente de Arborização da Semades, Dayane Zanela, a arborização e as áreas de preservação permanente no ambiente urbano de Campo Grande desempenham papel estratégico como infraestrutura ecológica funcional, contribuindo para a conservação das espécies migratórias.

“Árvores, parques e corredores verdes oferecem abrigo, locais de repouso, suporte alimentar e condições ambientais favoráveis para essas espécies durante seus deslocamentos. Esse compromisso com o fortalecimento da infraestrutura verde urbana também contribuiu para o reconhecimento de Campo Grande como Capital do Turismo de Observação de Aves. O município vem estruturando sua política de arborização urbana com planejamento técnico, ampliação das áreas verdes e valorização de espécies nativas, integrando a conservação da biodiversidade às estratégias de planejamento urbano e de resiliência climática”, pontua.

Foto: Imagem aérea de Campo Grande. Imagem: Roberto Ajala.

Sobre as discussões da Cop15

Esse cenário ganha ainda mais relevância no momento em que Campo Grande se prepara para sediar a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS), evento da Organização das Nações Unidas (ONU) que será realizado entre os dias 23 e 29 de março de 2026.

Durante a conferência, representantes de governos, cientistas, ambientalistas e organizações internacionais vão discutir estratégias para fortalecer a proteção das espécies migratórias em todo o planeta. Entre os temas que devem ser debatidos estão o combate à captura ilegal de animais, a criação de planos de conservação para espécies ameaçadas, a proteção de corredores ecológicos utilizados nas rotas migratórias, além dos impactos das mudanças climáticas e da perda de habitat sobre a fauna silvestre.

Para a pesquisadora, sediar um evento dessa magnitude representa um marco para o município e para o Estado. “É um momento histórico para o município e o estado. Primeiro porque tem a oportunidade de protagonizar discussões sobre ciência e a política ambiental regional, nacional e mundial, além de mostrar a nossa biodiversidade, nossos biomas pelo estado (Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Chaco), nossas áreas verdes, movimentar o turismo e a economia, mobilizar as escolas, valorizar o trabalho e esforços dos nossos pesquisadores e cientistas, nossas universidades e instituições de pesquisa e mobilizar a população em geral para um tema mundial e de grande importância e abrangência, sobretudo em tempos de mudanças climáticas e saúde única, onde as mudanças que ocorrem no ambiente e nos afetam diretamente, pois estamos todos conectados enquanto seres vivos que habitam um mesmo planeta e são interdependentes”.

Foto: Marreca-toicinho ave migratória. Imagem: Simone Mamede/Reprodução.

Maristela ainda destaca que o encontro internacional também pode mobilizar a sociedade local. “Acaba sendo uma vitrine político-científica a COP15 colocando Campo Grande como palco das discussões globais sobre a conservação socioambiental global, permitindo que gestores, cientistas, pesquisadores, estudantes e chefes de estado de todo o mundo conheçam in loco a nossa realidade, os desafios e as nossas belezas naturais”.

Durante a realização da COP15, o Instituto Mamede também participará da programação científica do evento, coordenando uma mesa temática sobre observação de aves e aves migratórias, além de realizar o lançamento do livro “Aves do Caminho da Escola”, que aborda a relação entre educação ambiental e a observação das espécies presentes no cotidiano.

#ParaTodosVerem: Imagens de aves migratórias e de pontos de Campo Grande. Imagem de capa é a espécie tesourinha. Imagem: Simone Mamede/Reprodução.

Agência Minas Gerais | Governo de Minas garante início das aulas do campus da Uemg em Ubá na próxima segunda-feira (9/3)

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), manterá o início das aulas do semestre letivo de 2026 do campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) em Ubá, na Zona da Mata, para a próxima segunda-feira (9/3).

A unidade sofreu danos estruturais significativos, com perda total de equipamentos e de todo o acervo bibliográfico da biblioteca, que foi completamente inundada, sem possibilidade de reaproveitamento. Quatro laboratórios também foram impactados pela água.

Apesar dos danos, as atividades acadêmicas serão mantidas. As aulas do semestre letivo de 2026 terão início no dia 9/3, conforme calendário acadêmico. Diante do cenário de emergência, foi definida a disponibilização de escolas da rede municipal para o funcionamento temporário da unidade de Ubá.

A medida busca garantir a continuidade das atividades acadêmicas e administrativas, permitindo que as aulas sejam retomadas sem prejuízo ao calendário escolar dos estudantes enquanto são avaliadas as necessidades da unidade após os danos causados pelas chuvas.

Já as atividades práticas, que dependem de laboratórios, estão sendo avaliadas pela equipe gestora, que realiza um levantamento detalhado das condições e das necessidades para reposição dos equipamentos. A longo prazo, o objetivo é viabilizar a construção de uma nova unidade no terreno doado pela prefeitura em 2025, localizado em área fora da zona de risco de alagamentos, garantindo mais segurança e melhores condições de funcionamento para a comunidade acadêmica.

Segundo o secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares, a prioridade neste momento é assegurar o início das aulas sem prejuízo aos estudantes. “Neste momento, nosso foco é garantir o início das aulas no dia 9 de março, sem prejuízo aos estudantes. Estamos realizando o levantamento das necessidades mais urgentes da unidade. A longo prazo, há a perspectiva de construção de uma nova unidade em terreno doado em 2025, em área fora da zona de risco, assegurando mais segurança e melhores condições para a comunidade acadêmica”, ressalta.