Ações permeiam Pesquisa, Ensino e Extensão e atendem a demandas reais da sociedade
Nesta quinta e sexta-feira (29 e 30), o Instituto Federal de São Paulo reuniu representantes de internacionalização de diferentes campi do IFSP, instituições de ensino superior (IES) do estado de São Paulo e do país. Os profissionais da educação apresentam relatos de experiência e pensam, conjuntamente, como superar os desafios da internacionalização nas IES públicas brasileiras.
As discussões acontecem dentro do Seminário de Internacionalização do IFSP, que teve início na tarde de ontem, com a apresentação de Luciane Stallivieri, professora da Universidade Federal de Santa Catarina e uma das maiores referências sobre o tema no Brasil.
Ela provocou os participantes a questionarem a formação oferecida aos estudantes hoje. “Não se trata apenas de ensinar um segundo idioma, temos de prepará-los para conviver com diferentes culturas, a trabalhar com tecnologias criadas em diferentes partes do mundo, a trabalhar com pessoas com diferentes demandas sociais, culturais e econômicas. O desafio é resolver problemas que ainda não conhecemos com tecnologias que nem sequer foram criadas”, avaliou.
O coordendor da Assessoria de Relações Internacionais do IFSP, Wagner Belo, destacou que o evento tem por objetivo mostrar como a internacionalização traz impactos para as práticas educacionais. “A internacionalização não é um departamento isolado; está conectada com o Ensino, a Pesquisa, a Extensão, a Inovação e a Gestão do IFSP. Ela permite a potencialização das capacidades institucionais.”
Observatório da Internacionalização
A professora Rafaela Souza apresentou o Observatório da Internacionalização no IFSP, que usou como referência os dados levantados durante sua pesquisa de doutorado. O observatório apresenta todas as informações acerca das iniciativas de internacionalização desenvolvidas em todos os campi da Instituição, como o número de alunos que já realizaram intercâmbio acadêmico, para quais países viajaram e a lista de instituições internacionais que mantêm convênio com o IFSP.
Além de ser uma plataforma de consulta para a comunidade interna, o observatório é uma vitrine e uma prestação de contas para a comunidade externa.
Extensão, Ensino e Pesquisa
O evento apresentou na prática como a internacionalização atravessa o tripé Pesquisa, Ensino, Extensão no Instituto Federal de São Paulo por meio de rodas de conversa que trouxeram experiências exitosas na Instituição.
Uma fala repetida em todas as mesas foi a expectativa dos servidores de que encontrariam muitas novidades em países estrangeiros visitados, mas ao chegarem perceberam o alto nível acadêmico, profissional e tecnológico desenvolvido no IFSP, colocando o Brasil em pé de igualdade com instituições de ensino renomadas sobretudo na Europa e América do Norte.
A primeira mesa foi mediada pela pró-reitora de Ensino, Juliana Pimenta, que trouxe os servidores Damione Damito (Campus Salto), Elida Castilho (Campus Tupã), Valmir Saldanha (Campus Jacareí) e Rodrigo Oliveira (Campus São Paulo). Eles destacaram, entre outros temas, como a experiência internacional vivida por um estudante contagia todo um campus quando ele regressa e compartilha suas vivências. Uma oportunidade que parecia, até então, distante da realidade dos alunos, passa a ser vista como uma possibilidade real.
Na segunda mesa, o pró-reitor de Extensão, Rafael Scarazzati, e os convidados Gustavo Rezende (Campus Avaré), Paulo Frighetto (Campus Sertãozinho) e Jaqueline Lopes (Campus Caraguatatuba) apresentaram a internacionalização se concretizando nos campi do IFSP, por meio da recepção de estudantes e pesquisadores internacionais, aos quais são apresentados a cultura brasileira, os arranjos produtivos locais e os projetos de pesquisa desenvolvidos na Instituição.
Para encerrar essa rodada, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Adalton Ozaki, recebeu os servidores Alexandre Brincalepe (Campus São Paulo), Akemi Hijoka (Campus Registro), Giselly Rodrigues (Campus São Paulo) e José Americo Salvador Filho (Campus Caraguatatuba). Os pesquisadores mostraram como projetos pessoais culminaram em parcerias institucionais entre o IFSP e universidades estrangeiras. O destaque foi a pesquisa desenvolvida por Giselly no contexto Sul-Sul, especificamente em parceria com um país africano. Ela destacou que há editais de agências de fomento exclusivos para pesquisas que contemplem países da América Latina e da África.
Política Institucional de Línguas
Na última mesa do dia, Viviane Cristina Garcia de Stefani (Campus São Carlos) recebeu Flavio Valadares (Arinter e Campus São Paulo), Vinícius (Altíssima), Ines Landre (professora de Francês do IFSP por meio de uma parceria entre os ministérios da Educação dos dois países), Cintia Sanches (Campus Ilha Solteira) e Teresa Buscatto (Campus Jundiaí).
Flávio apresentou o crescimento exponencial no número de imigrantes inscritos nos programas de Português do Brasil como segunda língua. Em 2024, o IFSP contabilizou 191 inscrições contra 12.760 registradas em 2026. Cíntia falou do Projeto Teletandem, que oferece intercâmbio virtual aos estudantes. Teresa apresentou o Exame de Proficiência em Língua Inglesa (EPLI). Essas iniciativas demonstram a importância do IFSP no cenário de internacionalização, além de acadêmica, voltada ao atendimento das demandas da sociedade.
Programação
A programação conta com a participação de docentes, pesquisadores, gestores e servidores de diferentes campi do IFSP, além de representantes de internacionalização de outras instituições públicas de ensino superior.
Na manhã desta sexta-feira (30), as atividades do seminário foram direcionadas à formação dos agentes institucionais envolvidos com as relações internacionais.